Ao jogar “grupos de bicicleta” no Google, prepare-se para se deparar com algumas centenas de opções de comunidades
Cada um com sua finalidade específica, eles se ligam por um único elo: formam comunidades e geram encontros.
Para além dos benefícios individuais de saúde, maior economia e menor estresse, a bike surtiu um certo efeito de transformação.
Gama
ouviu histórias de quem tem a bike como aliada no busca por uma cidade melhor; de quem a tem como melhor amiga de viagem.
Em todos os relatos, é unanimidade que a bicicleta é mais do que lazer, atividade física ou ativismo.
Desde 2016, a bióloga Juliana Hirata, de 41 anos, vive na estrada.
A bicicleta sempre foi sua parceira, meio de transporte e uma espécie de meditação.
Mas na viagem, ganhou proporções ainda maiores. “É uma extensão do meu corpo.
Tem dias que eu passo de três a quatro horas sem colocar o pé no chão.
É o mais próximo que tenho de voar, porque a bicicleta é o meu único elo de ligação com o planeta todo.
Além de caminho para o autoconhecimento, viver sobre duas rodas permite que a Juliana conheça uma infinidade de pessoas.
“Sou muito introvertida. Se não fosse pela bicicleta, não conheceria nem um terço das pessoas que conheço.”
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